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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O que você busca aprender?

Em meus últimos posts falei muito sobre alguns aspectos que podem nos reprovar em um processo de seleção. É claro que são todos aspectos negativos e que devem ser trabalhados para que nos tornemos muito mais do que bons candidatos e profissionais valorizados, e sim para que nos tornemos pessoas melhores!

Essa semana tive a oportunidade ler um post que me deixou extremamente feliz: A Geração Y não é superficial! Esse post é especial porque significa muito mais do que um elogio de profissionais especializados em recrutamento e seleção. Ele é especial porque tira de nossas costas um dos que eu considero o maior peso que nossa geração carrega.

Tá certo que eu conheço muitos GenY que não estão preocupados em deixar de ser superficiais e que não se preocupam com cultura, com história, com aprendizado. Mas cada vez mais percebo que a maioria de nós quer mesmo é aprender.

Essa vontade de aprender tem sido o diferencial de muitos candidatos por aí. Saber qual é a sua postura em relação ao aprendizado é um dos objetivos dos recrutadores e de muitas empresas.

Como comentei no post anterior, muito tem se falado sobre o Programa Próximos Líderes e como a proposta é inovadora e apaixonante e foi justamente quando eu estava fazendo a segunda atividade online desse processo que me deparei com a pergunta que deu nome a esse post.

Tínhamos que assistir a um vídeo que compilava inúmeras imagens representativas das infinitas fontes de informação às quais temos acesso e depois responder a essa pergunta: Na avalanche de informações disponíveis, o que você busca aprender?

Considero que essa pergunta é essencial para diferenciar dois tipos de jovens GenY: Aquele que se pergunta "Pra quê"? E aquele que se pergunta Por quê?

Aquele que se pergunta "Pra quê?" tem sempre uma desculpa pra deixar a oportunidade de aprender passar. Ele nunca vai precisar usar aquele conhecimento, nunca tem tempo pra essas "bobagens".

Aquele que se pergunta "Por quê?" quer sempre saber um pouco mais sobre aquele assunto, quer ler, se informar e, bem no fundo sabe que, se nunca for usar aquele conhecimento, o simples fato de ter lido e conhecido algo a mais já valeu a pena.

O "Pra quê?" vai ser aquela pessoa divertida, engraçada, legal. O "Por quê?" vai ser aquela pessoa interessante. E uma pessoa interessante pode muito bem ser divertida, legal e engraçada.

Um dos principais aspectos positivos de ser um "Por quê?" é poder compartilhar e com isso aprender cada vez mais. É ter assunto pra conversar por horas a fio sem precisar ficar falando do tempo ou do futebol (embora esses assuntos sejam uma ótima maneira de iniciar uma longa conversa!).

E você?

Quer ser um "Pra quê?" ou um "Por quê?"?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O grande X da questão!

Gente! Primeiro gostaria de pedir 40234606450476 desculpas pela ausência. Com processos de trainee, volta às aulas, monografia, formatura e problemas no condomínio (sim! eu sou síndica! hheheheh) acabei deixando meu blog um pouco de lado. Mas não me orgulho disso!

Há alguns dias estava querendo comentar alguns acontecimentos que só corroboraram com a minha tese de que se conhecer e se identificar com a empresa e vaga é fundamental para obter realização profissional.

Primeiramente, gostaria de falar de uma matéria muito comentada alguns dias atrás: a reportagem exibida pelo Jornal da Globo do dia 07.08.09: "Empresas estão com dificuldade em encontrar trainees e vagas estão sobrando" . Essa matéria toca em um ponto crucial: Sobra talento, falta maturidade!

"O problema passa longe da falta de qualificação. O ponto 'X' da questão é o comportamento", diz um trecho da reportagem. Nós, exemplares autênticos da GenY, estamos cada vez mais impacientes, cada vez mais ansiosos e cada vez menos resilientes.

Como somos jovens criados no mundo da tecnologia que se supera a cada dia, da internet sem limites e dos jogos de video game onde vivemos gigantescas fantasias, acabamos nos tornando jovens imediatistas, impacientes e mimados.

Eu acredito que tudo começou com o controle remoto. Foi com ele que aprendemos a acelerar e até pular tudo aquilo que é monótono, feio, chato e desagradável, mas é preciso entender que quando se trata de carreira, aprendizado e da própria vida, usar o botão FF (fast forward) é um grande erro!

Depois, quando li o post da Lili: "As belas artes da comunicação" , no blog Trainee2010, e me deparei com a pergunta: "Por que as pessoas não lêem?" Só uma resposta me veio à cabeça: Porque elas estão cada vez mais ansiosas!

Se os candidatos andam sem paciência para ler os próprios editais dos processos seletivos, como esperar que, no caso de serem contratados, terão paciência para enfrentar o processo de amadurecimento e formação profissional que precisarão passar antes de assumir um cargo de gerência?

A grande ironia foi encontrar exemplos desse comportamento no próprio tópico da comunidade Trainee Brasil que tinha como objetivo discutir essa reportagem. Alguns candidatos não se deram ao trabalho de ler a reportagem antes de comentar, tamanha era a ansiedade para emitir sua opinião.

Assim, mesmo a reportagem tendo deixado claro que o problema não era a qualificação dos candidatos, não faltaram posts criticando o fato das empresas não encontrarem candidatos qualificados em meio a milhares de concorrentes.

Enfim, o que pude perceber é que a ansiedade está presente desde as pequenas coisas: da falta de paciência para ler uma reportagem até a desmotivação por não ter alcançado o cargo de gerência em pouco tempo.

Além disso percebi que os candidatos estão enfrentando grandes dificudades para aceitar a reprovação. Alguns chegam a se revoltar contra a empresa ou contra os métodos de seleção.

Não quero aqui discutir qual o melhor método de seleção ou o que pode ser mudado na maneira de contratar das empresas. Quero mesmo é chamar atenção para uma característica pouco valorizada pelos candidatos e muuuito valorizada pelas empresas: Resiliência.

É fácil perceber que a "lua-de-mel" de alguns candidatos com as empresas acaba no momento da reprovação. O problema sempre está no método de selecionar ou na empresa que está selecionando, nunca em seu currículo ou em sua atitude.

Um candidato que não consegue lidar bem com a reprovação em um processo seletivo, certamente terá problemas quando tiver que enfrentar um corte de verbas ou um projeto vetado no caso de ser contratado.

Acredito que todos precisam perceber que o processo de seleção é apenas o início de uma trajetória e que resiliência e capacidade de controlar a ansiedade são competências indispensáveis não só para ser aprovado em um processo seletivo, mas para construir uma carreira sustentável, caracterizada por resultados excelentes e contínuos.

E o que tudo isso tem a ver com autoconhecimento e identificação com a vaga?

Tudo!

Trabalhar em uma empresa com a qual você se identifica é uma ótima maneira de se manter motivado, independente da demora a se alcançar novos cargos ou dos problemas e obstáculos encontrados no caminho!

Por isso, encerro o post falando do assunto do momento: O programa Próximos Líderes. Uma empresa que busca candidatos através da identificação de valores, não através da divulgação de seu faturamento, de sua marca ou das oportunidades de uma grande carreira e salários altos.

Na minha opinião, esse programa é uma reposta direta a muitos candidatos que, diante de uma reprovação se perguntam: Por que não passei???

Agora é torcer para que todos entendam a mensagem que esse programa quer passar.

Para ter uma ideia melhor acerca do programa e de porque acredito que ele corrobora com a tese de que a identificação é essencial, deixo a indicação do post da Julianna à respeito do assunto. Perfeito. Post aqui.